Na Tribuna da Câmara, Carol Dartora cobra envolvimento de homens no combate ao feminicídio

Em discurso alusivo ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a deputada federal Carol Dartora (PT-PR) fez um pronunciamento contundente sobre o avanço da violência de gênero no país e cobrou maior engajamento do Estado e da sociedade, sobretudo, homens,  no enfrentamento ao feminicídio.

A parlamentar citou três casos recentes que ganharam repercussão nacional: o assassinato da irmã Nadia Gavanski, 82, agredida, estuprada e morta dentro de um convento em Ivaí (PR); o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana (RJ), cometido por quatro homens e um adolescente — todos acusados e vinculados ao Colégio Pedro II; e a morte da professora Juliana Mattos de Lima Santiago, 41, assassinada a facadas dentro da sala de aula por um aluno que não aceitou a recusa dela a investidas amorosas.

“São algumas das vítimas recentes do crime tipificado como feminicídio”, afirmou Dartora, ao sustentar que os episódios não são casos isolados, mas parte de um cenário estrutural de violência contra as mulheres.

Segundo a deputada, os dados nacionais reforçam a gravidade do quadro. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 feminicídios consumados. Já o Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), aponta 6.904 vítimas de feminicídio consumado ou tentado no último ano — um aumento de 34% em relação a 2024. Desse total, 2.149 resultaram em assassinatos e 4.755 em tentativas, o equivalente a quase seis mulheres mortas por dia no país.

“Esses números mostram que estamos fracassando enquanto sociedade”, declarou. Para a deputada, o feminicídio não é um crime inesperado, mas o desfecho de um ciclo de violências em relações íntimas e familiares, alimentado pela normalização do machismo, da misoginia e por valores culturais que ignoram sinais de abuso e desrespeito.

No discurso, Dartora também defendeu o envolvimento direto dos homens na agenda de enfrentamento à violência de gênero e destacou o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, institucionalizado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um avanço na política pública. “Não basta punir depois: é preciso prevenir agora”, afirmou.

A parlamentar elencou ações de seu mandato relacionadas ao tema. Entre elas, a apresentação e apoio a projetos de lei que ampliam a proteção às mulheres e fortalecem dispositivos da Lei Maria da Penha; a destinação de emendas parlamentares para casas-abrigo, centros de acolhimento e atendimento psicossocial; além da participação em audiências públicas e frentes parlamentares voltadas ao aprimoramento das políticas de proteção.

Dartora também afirmou apoiar propostas que ampliem a capacitação de profissionais da saúde, da educação e da segurança pública para identificar sinais de violência e agir preventivamente.

Assessoria de Comunicação

Joana Dantas
Contato: (61) 99943-0022
E-mail: joana.dantas@camara.leg.br
www.caroldartora.com.br
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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