Historicamente elas se dedicaram a trabalhos precários, muitas vezes não remunerado e sem aposentadoria. Projeto de lei reconhece essa realidade e ampara essas mulheres na velhice
O avanço da transição demográfica no Brasil, marcado pelo envelhecimento populacional e pela queda na taxa de natalidade, impõe desafios profundos e desproporcionais sobre a vida das mulheres negras, que historicamente acumulam jornadas de cuidado não remunerado em seus próprios lares, com trabalho doméstico precarizado em outros domicílios, frequentemente sem cobertura previdenciária em nenhuma dessas dimensões.
Com uma expectativa de vida cada vez mais longa e redes de apoio familiar mais enxutas, elas enfrentam o duplo desafio de garantir o sustento das famílias e cuidar de idosos e dependentes. É nesse cenário que uma nova medida de proteção para quem dedicou décadas da vida ao cuidado não remunerado está em vias de avançar no Congresso Nacional.
Apresentado pela deputada federal Carol Dartora (PT-PR), o PL 2678/2026 institui o Benefício de Reconhecimento do Trabalho de Cuidado Não Remunerado, criando uma rede de proteção assistencial e previdenciária voltada justamente para trabalhadoras que assistiram dependentes sem qualquer contrapartida financeira.
O benefício proposto oferece uma resposta prática e institucional para conter o avanço da vulnerabilidade social diante do novo cenário demográfico do país, marcado pelo envelhecimento populacional e pela queda na taxa de natalidade.
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