Crescimento da economia com direitos, defende Carol Dartora na Câmara

Em discurso no Plenário da Câmara, a deputada afirmou que crescimento econômico deve se traduzir em melhores condições de vida para trabalhadores e em políticas efetivas de proteção às mulheres .

BRASÍLIA (DF) — Em discurso no Plenário da Câmara dos Deputados, a deputada federal Carol Dartora (PT-PR) destacou os indicadores recentes de crescimento da economia e de melhora do mercado de trabalho no Brasil e defendeu que o desempenho econômico se traduza em avanços concretos na qualidade de vida da população. A parlamentar também cobrou do Congresso Nacional o avanço de medidas voltadas à garantia de direitos, entre elas o fim da escala 6×1 e o fortalecimento da legislação de enfrentamento à violência contra as mulheres e à misoginia, inclusive no ambiente digital.

Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões. No ano, a Agropecuária avançou 11,7%, os Serviços cresceram 1,8% e a Indústria, 1,4%.

Já no primeiro trimestre de 2026, o PIB teve alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior, com crescimento de 2% na Agropecuária, 1% na Indústria e 0,5% nos Serviços.

Para Dartora, os indicadores demonstram que o debate sobre desenvolvimento precisa ir além do desempenho macroeconômico e alcançar as condições concretas de vida da população.

“Desenvolvimento não é apenas fazer o PIB crescer; desenvolvimento é melhorar a vida das pessoas. E é por isso também que defendemos o fim da escala 6×1. Não existe país verdadeiramente desenvolvido quando o seu povo não tem tempo para viver e conviver com suas famílias”, frisou.

A PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora aguarda deliberação do Senado Federal. A proposta prevê dois dias de descanso para cada cinco trabalhados e redução da jornada sem diminuição de salários.

Combate à violência contra as mulheres e à misoginia

No discurso, Carol Dartora também destacou os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, e defendeu o fortalecimento permanente das políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

A urgência do tema é demonstrada pelos dados sobre violência letal contra as mulheres. Segundo o Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério das Mulheres, o Brasil registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026. São mais de quatro mulheres assassinadas diariamente por razões de gênero no primeiro semestre deste ano no país.

“O feminicídio não começa no ato; ele começa no discurso de ódio, na ameaça, na perseguição e na naturalização da violência contra as mulheres. Dar palco a agressores não é liberdade de expressão, é violência simbólica”, declarou Dartora.

Misoginia digital precisa entra na pauta do Congresso

discurso

A deputada também defendeu o avanço de propostas de sua autoria destinadas a enfrentar a disseminação organizada de conteúdos misóginos na internet.

O PL 1.145/2026, apresentado por Carol Dartora, estabelece medidas de prevenção, combate e responsabilização por atos de incitação, promoção, financiamento, organização e difusão de discursos e práticas misóginas em redes sociais e aplicações digitais.

A proposta também prevê medidas de proteção, educação digital e responsabilização civil, incluindo situações de misoginia racializada contra mulheres negras, indígenas, quilombolas e imigrantes.

O projeto está apensado ao PL 6.419/2025 e consta como pronto para pauta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Já o PL 1.144/2026 altera o Código Penal para prever aumento de pena quando uma associação criminosa tiver como finalidade a produção, financiamento, organização ou difusão de conteúdos misóginos que incitem ou promovam violência contra mulheres, inclusive nas redes sociais.

Para Dartora, enfrentar a misoginia digital é parte da estratégia de prevenção da violência contra as mulheres.

Ao concluir o discurso, a deputada afirmou que os indicadores econômicos positivos precisam ser acompanhados de políticas capazes de reduzir desigualdades e ampliar direitos.

“O Brasil pode crescer, gerar emprego e aumentar a renda, mas esse desenvolvimento só será completo quando as pessoas tiverem também tempo para viver, segurança para existir e liberdade para ocupar os espaços públicos e privados sem medo da violência e do ódio”, reiterou.

Assessoria de Imprensa
Joana Dantas
Contato: 61 99943-0022
email: joana.dantas@camara.leg.br
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
www.caroldartora.com.br
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