Carol Dartora cobra medidas emergenciais e explicações sobre operações de usinas após chuvas no Paraná

Deputada acionou Governo do Estado, Prefeitura de Adrianópolis e Copel para garantir socorro às comunidades atingidas e cobrar transparência sobre abertura de comportas e vertedouros

CURITIBA – Diante da gravidade das chuvas que atingem o Paraná, a deputada federal Carol Dartora (PT-PR) acionou o Governo do Estado, a Prefeitura de Adrianópolis e a Copel para cobrar medidas emergenciais e respostas sobre os impactos da elevação do nível das águas. A parlamentar pede atenção especial às comunidades quilombolas e indígenas, sobretudo no Vale do Ribeira, onde famílias estão isoladas e enfrentam dificuldades de acesso a serviços essenciais.

Em Adrianópolis, relatos recebidos pelo mandato apontam famílias ilhadas, sem acesso à água potável, a alimentos, atendimento de saúde e comunicação. No Quilombo Setinho, há pessoas idosas em situação de extrema vulnerabilidade, com dificuldades de locomoção e sem acesso adequado a cuidados básicos, representando risco concreto à vida.

Diante da situação, Carol solicitou à Prefeitura de Adrianópolis a imediata decretação de situação de emergência, além da mobilização de equipes, envio de água, alimentos, medicamentos e atendimento de saúde às comunidades atingidas. Também pediu articulação com o Governo do Estado para disponibilização de atendimento aéreo e resgate de pessoas ilhadas.

Ao Governo do Paraná, a deputada solicitou o reconhecimento da situação de emergência nos municípios atingidos pelas chuvas, com prioridade para os casos mais graves, como Adrianópolis. Também cobrou recursos para socorro e assistência humanitária, apoio logístico e aéreo, atuação integrada da Defesa Civil, saúde e assistência social e medidas específicas para comunidades quilombolas, indígenas e população idosa.

Cobrança de respostas à Copel

A deputada também solicitou à Copel informações urgentes e detalhadas sobre a abertura de comportas e vertedouros das usinas hidrelétricas operadas pela Companhia no Paraná, especialmente nas bacias dos rios Iguaçu, Tibagi e Capivari.

Carol cobra esclarecimentos sobre os critérios técnicos, hidrológicos e operacionais utilizados nessas decisões, o cumprimento das normas de segurança de barragens, os protocolos de prevenção de danos a jusante, os mecanismos de alerta à população e a articulação com a Defesa Civil e os municípios.

Para a parlamentar, operações de gestão hídrica não podem ser analisadas separadamente de seus impactos sobre as populações que vivem nos territórios atingidos, especialmente em um cenário de agravamento da crise climática.

“Decisões técnicas não podem ser tomadas de costas para quem vive às margens dos rios. É preciso transparência, informação e planejamento para evitar danos e proteger vidas, principalmente quando os impactos recaem sobre comunidades que historicamente já estão mais expostas aos riscos ambientais”, afirma Carol.

Racismo ambiental

Dartora também chama atenção para o impacto desproporcional das chuvas sobre comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e populações periféricas. No documento enviado ao Governo do Estado, a deputada aponta elementos de racismo ambiental, diante da exposição diferenciada dessas populações aos riscos e da necessidade de uma resposta pública específica.

“As comunidades quilombolas e indígenas não podem ser deixadas para trás justamente quando mais precisam da presença do poder público. Em uma emergência climática, prevenir, informar e garantir socorro rápido também é uma forma de proteger direitos e salvar vidas”, reforça a deputada.

Segundo Carol Dartora, o mandato seguirá acompanhando as providências adotadas pela Prefeitura, Governo do Estado e Copel e cobrando respostas e medidas concretas para garantir a proteção das populações atingidas.

Assessoria de Imprensa
Joana Dantas
Contato: 61 99943-0022
email: joana.dantas@camara.leg.br
www.caroldartora.com.br
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