Dartora faz relato comovente sobre suas experiências com racismo ao comentar sobre os novos episódios que mobilizaram as redes sociais

Não há escapes, o racismo está em todos os contextos. Ele é gigante. A saída é a educação, a conscientização e a responsabilização.

A deputada estadual Carol Dartora fez um relato comovente ao se pronunciar sobre os dois episódios recentes de racismo que provocaram indignação pública e reacenderam o debate sobre violência racial no país e no mundo.

Os casos envolveram o jogador Vinícius Júnior, alvo de ataques racistas durante uma partida de futebol, e o psicólogo baiano Manoel Neto, natural de Amargosa e mestrando da Universidade Federal da Bahia, que denunciou ter sido vítima de discriminação em um camarote na Bahia, em uma carta deixada antes de tirar a própria vida.

Para a parlamentar, os casos evidenciam que o racismo atravessa diferentes espaços sociais,  do esporte internacional a ambientes privados de lazer.

“Não há escape. O racismo está em todos os contexto. O racismo e gigante Não há proteção contra o racismo. O que existe é um problema estrutural que atravessa instituições, relações e mentalidades”, escreveu a deputada em suas redes.

No caso de Vinícius Júnior, os ataques ocorreram durante uma partida oficial, diante de milhares de torcedores, evidenciando como a discriminação racial ainda se manifesta de forma explícita no futebol. Já o episódio envolvendo Manoel Neto, em um camarote, demonstra que mesmo espaços associados a prestígio social não estão imunes à reprodução do racismo.

Segundo Carol Dartora, os dois homens têm trajetórias distintas, mas foram atravessados pela mesma lógica de desumanização baseada na cor da pele.

“São contextos diferentes, mas a violência é a mesma. Isso revela que o racismo não é um ato isolado, é uma estrutura que precisa ser enfrentada com responsabilidade”, destacou com indignação e revolta.

A deputada defendeu que a única resposta capaz de produzir mudança real é o investimento contínuo em educação antirracista e letramento racial.

“Precisamos ampliar a consciência sobre a gravidade do racismo. Educação antirracista nas escolas, formação nas instituições e letramento racial são fundamentais para romper esse ciclo. Não se trata de opinião, trata-se de vidas”, afirmou.

Os episódios reforçam a urgência do debate sobre igualdade racial no Brasil. Para a parlamentar, a transformação passa por ação coletiva:

“Enquanto o racismo continuar sendo naturalizado ou minimizado, continuaremos assistindo a essas violências. A mudança começa pela educação e pela coragem de enfrentar esse problema que estrutura toda a sociedade.”

Assista ao vídeo divulgado pela parlamentar nas suas redes sociais

Ouça o relato completo

Compartilhar notícia:

Outras notícias

Entre em contato e faça parte do nosso mandato 👋