Carol Dartora alerta para risco à democracia com poder das big techs e compra de visibilidade política

Deputada denuncia que alcance eleitoral depende cada vez mais de recursos financeiros e cobra transparência dos algoritmos das plataformas digitais

A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) usou as redes sociais para alertar para os riscos que o poder das grandes empresas de tecnologia representa para a democracia brasileira.

Segundo a parlamentar, a disputa política está cada vez mais condicionada à capacidade financeira de impulsionar conteúdo nas plataformas digitais, o que transforma a visibilidade — essencial ao debate eleitoral — em uma mercadoria acessível sobretudo a quem pode pagar.

“Que democracia estamos construindo quando a capacidade de alcançar os eleitores depende cada vez mais do dinheiro disponível para disputar atenção nas plataformas digitais?”, questiona.

Para a deputada, a desigualdade econômica que já marca a política brasileira encontra novas formas de reprodução no ambiente digital. Quem dispõe de grandes estruturas de comunicação, recursos para impulsionamento e capacidade de produzir conteúdo em escala parte de condições muito diferentes das demais candidaturas.

“Não podemos naturalizar que a visibilidade política seja tratada como uma mercadoria acessível principalmente a quem pode pagar”, afirma Carol, para quem o fenômeno aprofunda distorções históricas de acesso aos meios de comunicação.

A parlamentar defende que o país precisa discutir com urgência o poder das big techs, a transparência dos algoritmos e a influência econômica e política que atravessa essas plataformas, que estão sediadas no exterior.

“Quando nossas eleições passam a depender de sistemas privados de distribuição de informação, sem transparência suficiente sobre seus critérios, não estamos falando apenas de comunicação. Estamos falando da qualidade da nossa democracia”, ressalta.

Carol Dartora destaca ainda que esse cenário tem consequências ainda mais profundas para as mulheres negras na política, que, ao conquistarem projeção pública, tornam-se alvo de ataques racistas e misóginos e são potencializados pelo uso de inteligência artificial e, em alguns casos, por ataques coordenados.

“Quando uma mulher negra ocupa um espaço de poder, não é apenas ela que está exposta. Nossas famílias, nossas comunidades e nossos projetos coletivos também podem ser atingidos pela violência”, observa a deputada, reeleita para representar o Paraná na Câmara dos Deputados.

Diante desse quadro, a parlamentar conclama a sociedade a tratar o engajamento nas redes como um ato democrático, capaz de ampliar a circulação de vozes historicamente silenciadas, e defende a construção de regras que garantam transparência e equidade no ambiente digital.

“Nossa presença na política não pode depender da autorização dos algoritmos, nem da capacidade de comprar visibilidade. Estamos aqui, fomos eleitas e não vamos aceitar que nossas vozes sejam apagadas”, conclui Carol Dartora.


Assessoria de Imprensa

Joana Dantas
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joana.dantas@camara.leg.br

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