No primeiro dia do encontro, a parlamentar recebeu homenagem da Fiocruz pelos trabalhos no combate ao racismo ambiental e apoio à ciência e à saúde coletiva
Um marco histórico na luta por justiça climática e igualdade racial no Brasil está sendo consolidado em Curitiba-PR com a realização do 1º Encontro Nacional de Racismo Ambiental e Saúde no Trabalho, que teve inicio nessa terça-feira (23) e prossegue até quinta-feira (25), no qual foi apresentado indicador inédito de racismo ambiental sobre catadoras, viabilizado com recursos destinados pela deputada Carol Dartora (PT-PR).
O evento, que reúne lideranças, movimentos sociais e pesquisadores para debater soluções que coloquem a vida das catadoras de materiais recicláveis e dos trabalhadores mais vulnerabilizados no centro das políticas públicas do país, é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde com apoio de recursos da deputada Carol Dartora (PT-PR) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Durante a plenária, os movimentos de Mulheres Catadoras entregaram uma carta com propostas de políticas públicas que contribuam com a construção, inclusão, fortalecimento e ampliação de direitos trabalhistas e sociais das catadora.
“No 1º Encontro Nacional de Racismo Ambiental e Saúde no Trabalho, aqui em Curitiba, reafirmamos um compromisso fundamental: construir soluções que coloquem a vida das catadoras no centro das políticas públicas. Esses recursos que destinei à Fiocruz fortalecem a pesquisa, a formação e a produção de dados e conhecimentos comprometidos com a justiça social, o combate ao racismo ambiental e a saúde da população negra”, afirmou a deputada Carol Dartora.
Como parte da estratégia de enfrentamento ao racismo ambiental, Carol Dartora já destinou R$ 4 milhões a projetos desenvolvidos peal Fiocruz. Desse montante, R$ 1 milhão foi integralmente destinado ao projeto que analisa o racismo ambiental, as mudanças climáticas e seus impactos desiguais sobre populações vulnerabilizadas. Outro R$ 1 milhão foi direcionado a ações de comunicação, educação em saúde e mapeamento epidemiológico voltados especificamente à saúde das catadoras de materiais recicláveis. Além disso, o mandato também garantiu R$ 500 mil para a pesquisa “Investigação de Novas Terapias & Doenças Raras”.
‘O investimento público destinado pelo nosso mandato teve como foco central produzir conhecimento capaz de gerar soluções. Não apenas compreender a realidade das catadoras, mas criar instrumentos para orientar políticas públicas que garantam saúde, proteção social, valorização profissional e condições dignas de trabalho”, enfatizou a parlamentar.
Carol destacou ainda que construir um indicador de racismo ambiental é um grande passo para transformar realidade invisibilizada das catadoras em prioridade de Estado. “Significa mais capacidade de formular políticas, direcionar recursos, monitorar desigualdades e proteger quem cuida diariamente do meio ambiente”, completou.
Além dos recursos financeiros, Carol Dartora também é autora do PL 2658/2023, que institui no calendário oficial brasileiro o Dia Nacional de Combate ao Racismo Ambiental e Climático. A proposta já foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) e aguarda deliberação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
“O projeto é fundamental para reconhecer que os impactos da degradação ambiental e da crise climática atingem de forma desigual a população negra, periférica, quilombola, indígena e os trabalhadores e trabalhadoras mais vulnerabilizados e invisibilizados”, destacou Dartora.
Catadoras como agentes ambientais fundamentais
Para a parlamentar, as catadoras são agentes ambientais essenciais que possibilita a sustentabilidade das cidades. Ao recolher, separar e destinar corretamente toneladas de resíduos sólidos, elas reduzem diretamente a poluição urbana e diminuem o volume de lixo enviado aos aterros sanitários, fortalecendo a reciclagem e a economia circular.
Mais do que isso, ao retirar materiais das ruas e córregos, prestam um serviço público indispensável na prevenção de entupimentos, alagamentos e enchentes, eventos que agravam a crise climática.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) apontam que a categoria, estimada entre 400 mil e 800 mil trabalhadores no Brasil, é composta majoritariamente por mulheres negras, periféricas e de baixa renda. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias, baixa remuneração e alta exposição a riscos biológicos, químicos e respiratórios, sem acesso adequado a direitos básicos.
“Essa desigualdade é a expressão concreta do racismo ambiental, que historicamente empurra a população negra para os trabalhos mais insalubres e para os territórios de maior vulnerabilidade climática”, reforçou a deputada.
Homenagem

Durante o encontro, Carol Dartora foi homenageada pela Fiocruz Paraná pelo apoio decisivo à ciência e à saúde coletiva. Entre os principais resultados do projeto financiado por emendas do mandato é o inédito indicador de racismo ambiental no Brasil.
O instrumento técnico permite medir e monitorar quem está mais exposto à poluição, ao lixo, às enchentes e à ausência de saneamento. E pode transformar denúncias históricas de comunidades negras, periféricas, indígenas e quilombolas em evidências públicas e concretas.
“Tive muito orgulho de participar do 1º Encontro Nacional de Racismo Ambiental e Saúde no Trabalho e de ter sido homenageada pela Fiocruz PR pelo apoio a essas iniciativas. Essa homenagem reforça uma convicção que orienta nosso mandato: não haverá justiça climática sem justiça racial, e não haverá sustentabilidade sem o reconhecimento e a valorização das mulheres negras que cuidam diariamente do nosso meio ambiente. concluiu a parlamentar”, concluiu.
Contatos para a imprensa
Assessoria de Comunicação – Deputada Federal Carol Dartora (PT/PR)
Joana Dantas
Gabinete 623, Anexo IV, Câmara dos Deputados
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E-mail: dep.caroldartora@camara.leg.br