A entrevista foi concedida durante a passagem da parlamentar pela região de Guarapuava, como projeto Carol Tá na Área.
Feirante, babá, empregada doméstica, professora à deputada Federal. Em uma conversa profunda, a Deputada Federal Carol Dartora (PT-PR) revisitou sua trajetória, desde a infância na periferia de Curitiba até sua atuação estratégica no Congresso Nacional. A entrevista foi concedida durante a passagem da parlamentar pela região de Guarapuava, como projeto Carol Tá na Área.
Durante o bate-papo, a parlamentar destacou que sua chegada à política não é apenas um marco simbólico, mas uma ferramenta prática de transformação social para o estado do Paraná e para o Brasil.
Educação como Ferramenta de Sobrevivência
Historiadora e professora, Carol relatou os desafios que enfrentou no sistema de ensino antes das políticas de cotas. “Eu vivi a injustiça educacional na pele. A educação me salvou porque, através dela, recuperei minha identidade e pude acessar espaços que me eram negados pelo racismo”, afirmou. Para a deputada, sua atuação em Brasília é uma extensão dessa luta, garantindo que jovens negros e periféricos tenham os direitos que ela precisou conquistar com extrema dificuldade.
Entregas em Brasília: Cotas e Combate ao Ódio
Como relatora da nova Lei de Cotas no serviço público, Dartora celebrou a ampliação da reserva de vagas para 30%, incluindo agora quilombolas e indígenas. Além disso, a parlamentar detalhou sua ofensiva legislativa contra a misoginia digital. “A misoginia mata mulheres todos os dias e ainda é tratada de forma subjetiva. Precisamos criminalizar o ódio contra o gênero e responsabilizar as plataformas que lucram com organizações criminosas digitais”, defendeu.
Atuação Regional em Guarapuava
A deputada também prestou contas de seu mandato na região Centro-Oeste do Paraná. Através de emendas parlamentares que somam mais de R$ 11 milhões, Carol tem viabilizado recursos para a saúde (atendimento materno-infantil) e para o fortalecimento de comunidades quilombolas, como o apoio à comercialização da produção agrícola dessas mulheres via Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).
Enfrentamento à Violência Política
Primeira mulher negra a ocupar a cadeira no Paraná, Carol não fugiu de temas áridos, como as constantes ameaças de morte e de cunho misógino que recebe. Ela ressaltou que a violência política de gênero e o racismo religioso são tentativas de silenciamento que reafirmam a necessidade de sua presença nos espaços de decisão para fazer esse enfrentamento.
A entrevista completa está disponível no canal do Portal RSN no YouTube
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